Vegetais
Atualmente, o
conhecimento dos recursos vegetais tem oportunizado uma série de elementos
fundamentais para se discutir formas de conservação da biodiversidade.
Nesse sentido, percebe-se que há uma
canalização para o estudo do uso das plantas, que recebe especial atenção por
parte de estudiosos preocupados com o conhecimento das potencialidades e
riquezas vegetais, uma vez que, por exemplo, muitas das espécies têm sido
comprovadamente eficazes no tratamento de diversas doenças (Guarim Neto, 1996).
Para Jacomassi & Piedade (1994),
admirável é a perpetuação do conjunto de conhecimentos que englobam a
domesticação e a cultura das plantas medicinais, acumulados há mais de cinco
mil anos, e que até hoje são utilizadas com grande eficácia na cura de doenças,
ressaltando que esse conhecimento é transmitido de pais para filhos no decorrer
dos tempos.
No contexto de uso de recursos vegetais
pode-se citar trabalhos como os de Rizzini (1971), abordando as árvores e
madeiras úteis do Brasil; Siqueira (1981), com uma lista de espécies vegetais
do cerrado, citando suas utilizações, englobando tanto as medicinais como
aquelas com outras utilizações; Guarim Neto (1985), com uma amostragem de
frutos comestíveis da flora mato-grossense; Silva et al. (1994), com frutos
comestíveis do cerrado e respectivos aproveitamentos alimentares; Lorenzi &
Souza (1995), com as plantas ornamentais no Brasil; Panizza (1998), com as
plantas que curam.
Considerando os pressupostos voltados
para o ensino-aprendizagem, Luck (1994) ressalta que a falta de contato do
conhecimento com a realidade parece ser uma característica mais acentuada,
afirmando, ainda, que o "que se aprende na escola não tem nada a ver com a
realidade."
Por outro lado, vale ressaltar a contribuição
de Currie (1998) que apresenta uma abordagem interessante para se
estudar/introduzir a dimensão ambiental no seio da Escola, naquilo que
denominou de eixos norteadores, que, a nosso ver, poderão ser os temas transversais
a serem estimulados.
Entretanto, quando se propõe a
introduzir essa dimensão na Escola, não podemos perder de vista os pressupostos
interdisciplinares preconizados por Fazenda (1998), indispensáveis ao sucesso
da proposta a ser trabalhada.
Como bem aponta Freire (1991) "a
primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido, está em
ser capaz de agir e refletir". Reigota (1994), discutindo sobre meio
ambiente e representação social afirma que "nessa busca de alternativas é
que a educação latino-americana tem se baseado para fazer frente e possibilitar
algumas respostas aos inúmeros problemas específicos a ela mesma, acrescidos
dos problemas ambientais de extrema complexidade".
Portanto, fundamentados nesses
pressupostos e nos enunciados dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que
preceituam que "a contribuição da escola é a de desenvolver um projeto de
educação comprometida com o desenvolvimento de capacidades que permitam
intervir na realidade para transformá-la" objetivou-se com esta pesquisa
verificar o conhecimento dos recursos vegetais por parte de alunos e outros
agentes da comunidade extra-escolar, para apresentar uma proposta de trabalho
envolvendo as questões abordadas referentes às plantas medicinais, plantas
madeireiras, plantas com frutos comestíveis e plantas ornamentais, em
diferentes disciplinas, no seio da Escola.
Minerais
Os recursos minerais são concentrações de minério cujas características fazem com que sua extração possa ser técnica e economicamente viável.
Os recursos minerais dividem-se em metálicos (ferro, cobre, estanho e outros) e não-metálicos, como quartzo, calcário, mármore e outros.
Fósseis
Os
combustíveis fósseis são substâncias de origem mineral, formados pelos
compostos de carbono. São originados pela decomposição de materias orgânicos,
porém este processo leva milhões de anos. Logo são considerados recursos
naturais não renováveis. Os combustíveis fósseis mais conhecidos são:
gasolina, óleo diesel, gás natural e carvão mineral. A queima destes
combustíveis é usada para gerar energia e movimentar motores de máquinas,
veículos e até mesmo gerar energia elétrica (no caso das usinas
termoelétricas). A queima destes combustíveis gera altos índices de
poluição atmosférica. Logo, são os grandes responsáveis pelo efeito estufa e
aquecimento global.
Não Fósseis
Combustível não fóssil é qualquer combustível que não advenha da
decomposição prolongada de matéria orgânica. Álcool, por exemplo, é um
hidrocarboneto proveniente da fermentação de plantas, portanto matéria
orgânica decomposta, mas que não é classificada de fóssil. Hidrogênio é
também um combustível não-fóssil, sendo obtido principalmente pela
eletrólise da água. Combustíveis não-fósseis são classificados como
amigos do meio-ambiente ou ainda combustíveis limpos ou ainda
combustíveis verdes.
Renováveis
Um recurso natural é um recurso
natural renovável se ele
puder ser recolocado na natureza ou se regenerar através de processos naturais
à uma taxa equivalente ou maior em que o consumo humano destas fontes é feito. Radiação
solar, ondas do mar, ventos, hidroeletricidade, a biomassa e a energia geotérmica são exemplos de recursos
naturais renováveis.
não Renováveis
recursos naturais que uma vez consumidos, não podem ser repostos, pela natureza, num espaço de tempo razoável, comparativamente à escala da vida humana. São produtos resultantes do processo extremamente lento da litosfera.
Os recursos naturais
renováveis se formam através da energia solar, Eólica, Biomassa, Geotérmica,
Hídrica e dos oceanos.
Os recursos naturais
não-renováveis são, por exemplo, carvão, petróleo, gás natural e energia nuclear.
Os bens naturais são as
fontes de riquezas materiais que o homem dispõe para satisfazer as suas
necessidades. São avaliadas de acordo com as utilizações que a sociedade fazem
delas. O homem procura tirar delas as maiores vantagens e, com seu engenho - a
tecnologia - aproveitá-los o melhor possível, tornando-os recursos. Se, por um
lado, é indubitável que os recursos naturais têm uma importância vital em si
mesmos, por outro, devem ser considerados como "recompensa" pela
capacidade do homem de localizá-los, os extrair e deles usufruir. O
aproveitamento dos recursos dependem de numerosos fatores, entre os quais a
existência de procura, de meios de transporte adequados e em especial da
tecnologia que transforma os bens em recursos naturais.
A camada de pré-sal se
refere a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte
do litoral brasileiros, com potencial para a geração e acumulo de petróleo,
forma um interlavo de rochas que se estendem por baixa de extensa camada de
sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 6 561,68 ft de
profundidade.
recusros inesgotáveis
Se, por um lado, os recursos
naturais ocorrem e distribuem-se segundo uma combinação de processos
naturais, por outro, sua apropriação ocorre segundo valores humanos.
Além da demanda, da ocorrência e de meios técnicos, a apropriação dos
recursos naturais pode depender também de questões geopolíticas, sobretudo, quando se caracterizam como estratégicos, envolvendo disputa entre povos.
Estes assuntos são estudados em disciplinas de alguns cursos como Engenharia ambiental ou de Tecnólogo em gestão ambiental. Devido aos grandes problemas que envolvem o saneamento básico e os recursos hídricos, muitas disciplinas dos cursos de gestão ambiental são comuns aos Cursos de Engenharia sanitária e de Engenharia hidráulica.

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