sexta-feira, 23 de março de 2012

Recursos Naturais


Vegetais

Atualmente, o conhecimento dos recursos vegetais tem oportunizado uma série de elementos fundamentais para se discutir formas de conservação da biodiversidade.

         Nesse sentido, percebe-se que há uma canalização para o estudo do uso das plantas, que recebe especial atenção por parte de estudiosos preocupados com o conhecimento das potencialidades e riquezas vegetais, uma vez que, por exemplo, muitas das espécies têm sido comprovadamente eficazes no tratamento de diversas doenças (Guarim Neto, 1996).
        Para Jacomassi & Piedade (1994), admirável é a perpetuação do conjunto de conhecimentos que englobam a domesticação e a cultura das plantas medicinais, acumulados há mais de cinco mil anos, e que até hoje são utilizadas com grande eficácia na cura de doenças, ressaltando que esse conhecimento é transmitido de pais para filhos no decorrer dos tempos.
        No contexto de uso de recursos vegetais pode-se citar trabalhos como os de Rizzini (1971), abordando as árvores e madeiras úteis do Brasil; Siqueira (1981), com uma lista de espécies vegetais do cerrado, citando suas utilizações, englobando tanto as medicinais como aquelas com outras utilizações; Guarim Neto (1985), com uma amostragem de frutos comestíveis da flora mato-grossense; Silva et al. (1994), com frutos comestíveis do cerrado e respectivos aproveitamentos alimentares; Lorenzi & Souza (1995), com as plantas ornamentais no Brasil; Panizza (1998), com as plantas que curam.
        Considerando os pressupostos voltados para o ensino-aprendizagem, Luck (1994) ressalta que a falta de contato do conhecimento com a realidade parece ser uma característica mais acentuada, afirmando, ainda, que o "que se aprende na escola não tem nada a ver com a realidade."
        Por outro lado, vale ressaltar a contribuição de Currie (1998) que apresenta uma abordagem interessante para se estudar/introduzir a dimensão ambiental no seio da Escola, naquilo que denominou de eixos norteadores, que, a nosso ver, poderão ser os temas transversais a serem estimulados.
        Entretanto, quando se propõe a introduzir essa dimensão na Escola, não podemos perder de vista os pressupostos interdisciplinares preconizados por Fazenda (1998), indispensáveis ao sucesso da proposta a ser trabalhada.
        Como bem aponta Freire (1991) "a primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido, está em ser capaz de agir e refletir". Reigota (1994), discutindo sobre meio ambiente e representação social afirma que "nessa busca de alternativas é que a educação latino-americana tem se baseado para fazer frente e possibilitar algumas respostas aos inúmeros problemas específicos a ela mesma, acrescidos dos problemas ambientais de extrema complexidade".
        Portanto, fundamentados nesses pressupostos e nos enunciados dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que preceituam que "a contribuição da escola é a de desenvolver um projeto de educação comprometida com o desenvolvimento de capacidades que permitam intervir na realidade para transformá-la" objetivou-se com esta pesquisa verificar o conhecimento dos recursos vegetais por parte de alunos e outros agentes da comunidade extra-escolar, para apresentar uma proposta de trabalho envolvendo as questões abordadas referentes às plantas medicinais, plantas madeireiras, plantas com frutos comestíveis e plantas ornamentais, em diferentes disciplinas, no seio da Escola.

Minerais 
 Os recursos minerais são concentrações de minério cujas características fazem com que sua extração possa ser técnica e economicamente viável.
Os recursos minerais dividem-se em metálicos (ferro, cobre, estanho e outros) e não-metálicos, como quartzo, calcário, mármore e outros. 



Fósseis
Os combustíveis fósseis são substâncias de origem mineral, formados pelos compostos de carbono. São originados pela decomposição de materias orgânicos, porém este processo leva milhões de anos. Logo são considerados recursos naturais não renováveis. Os combustíveis fósseis mais conhecidos são: gasolina, óleo diesel, gás natural e carvão mineral. A queima destes combustíveis é usada para gerar energia e movimentar motores de máquinas, veículos e até mesmo gerar energia elétrica (no caso das usinas termoelétricas). A queima destes combustíveis gera altos índices de poluição atmosférica. Logo, são os grandes responsáveis pelo efeito estufa e aquecimento global. 
  Não Fósseis

Combustível não fóssil é qualquer combustível que não advenha da decomposição prolongada de matéria orgânica. Álcool, por exemplo, é um hidrocarboneto proveniente da fermentação de plantas, portanto matéria orgânica decomposta, mas que não é classificada de fóssil. Hidrogênio é também um combustível não-fóssil, sendo obtido principalmente pela eletrólise da água. Combustíveis não-fósseis são classificados como amigos do meio-ambiente ou ainda combustíveis limpos ou ainda combustíveis verdes.

Renováveis
Um recurso natural é um recurso natural renovável se ele puder ser recolocado na natureza ou se regenerar através de processos naturais à uma taxa equivalente ou maior em que o consumo humano destas fontes é feito. Radiação solar, ondas do mar, ventos, hidroeletricidade, a biomassa e a energia geotérmica são exemplos de recursos naturais renováveis.

não Renováveis

recursos naturais que uma vez consumidos, não podem ser repostos, pela natureza, num espaço de tempo razoável, comparativamente à escala da vida humana. São produtos resultantes do processo extremamente lento da litosfera.

Os recursos naturais renováveis se formam através da energia solar, Eólica, Biomassa, Geotérmica, Hídrica e dos oceanos.
Os recursos naturais não-renováveis são, por exemplo, carvão, petróleo, gás natural e energia nuclear.

Os bens naturais são as fontes de riquezas materiais que o homem dispõe para satisfazer as suas necessidades. São avaliadas de acordo com as utilizações que a sociedade fazem delas. O homem procura tirar delas as maiores vantagens e, com seu engenho - a tecnologia - aproveitá-los o melhor possível, tornando-os recursos. Se, por um lado, é indubitável que os recursos naturais têm uma importância vital em si mesmos, por outro, devem ser considerados como "recompensa" pela capacidade do homem de localizá-los, os extrair e deles usufruir. O aproveitamento dos recursos dependem de numerosos fatores, entre os quais a existência de procura, de meios de transporte adequados e em especial da tecnologia que transforma os bens em recursos naturais.

A camada de pré-sal se refere a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiros, com potencial para a geração e acumulo de petróleo, forma um interlavo de rochas que se estendem por baixa de extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 6 561,68 ft de profundidade.

 

recusros inesgotáveis

Se, por um lado, os recursos naturais ocorrem e distribuem-se segundo uma combinação de processos naturais, por outro, sua apropriação ocorre segundo valores humanos. Além da demanda, da ocorrência e de meios técnicos, a apropriação dos recursos naturais pode depender também de questões geopolíticas, sobretudo, quando se caracterizam como estratégicos, envolvendo disputa entre povos.
Estes assuntos são estudados em disciplinas de alguns cursos como Engenharia ambiental ou de Tecnólogo em gestão ambiental. Devido aos grandes problemas que envolvem o saneamento básico e os recursos hídricos, muitas disciplinas dos cursos de gestão ambiental são comuns aos Cursos de Engenharia sanitária e de Engenharia hidráulica.

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